Motorista de caminhão de lixo em Barcelona há 35 anos, Jordi Molina afirma que as madrugadas na capital catalã se tornaram um cenário cada vez mais hostil, marcado por desordem, consumo de drogas e desrespeito no trânsito. Em entrevista ao jornal Crónica Global , o profissional descreveu uma rotina que exige alerta constante e que, segundo ele, não tem paralelo em mais de três décadas de trabalho. Herdeiro do ofício do pai, que chegou a ter caminhão próprio, Molina começa o turno por volta das 22h, saindo da Zona Franca a serviço da CLD, uma das quatro empresas que dividem a coleta de lixo na cidade. Entre as dificuldades diárias, aponta a falta de respeito de ciclistas, usuários de patinetes elétricos e motoristas de aplicativo, que, segundo o relato, ignoram a sinalização e o espaço de manobra do veículo pesado. O problema, diz, se agravou depois da pandemia. O relato mais grave diz respeito à desordem noturna em bairros como o Raval e o Poblenou. “Encontro gente defecando, ur...