Royal Enfield Bear 650 estreia no Brasil como mais uma opção multiterreno; preços e versões
A Royal Enfield Bear 650 foi anunciada ontem (23) como a mais nova moto da indiana no mercado brasileiro. O modelo, que já existe fora do país, é mais uma aposta multiterreno da marca que ganhou muito mercado com a trilheira Himalayan 450. Partindo de R$ 33.990, a moto tem um preço bem competitivo.
Baseada na plataforma da Royal Enfield Interceptor 650, a nova “ursa” aposta em identidade própria, ciclística revisada e forte apelo histórico para ampliar o portfólio da fabricante no país.
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Royal Enfield Bear 650:
- Wild Honey – R$ 33.990;
- Golden Shadow – R$ 34.490;
- Two Forty Nine 249 – R$ 34.990.
Assim como na variante internacional, o modelo é equipado com o já conhecido motor bicilíndrico paralelo de 648 cm³, que entrega 47 cv a 7.250 rpm e 5,76 kgfm de torque a 5.150 rpm. Para a Bear 650, a Royal Enfield adotou uma calibração específica, priorizando respostas mais cheias em médias rotações.
- Segundo os executivos da marca, o torque é mais eficiente a partir de 3.000 rpm, característica que também é influenciada pelo escapamento de saída única (diferente da Interceptor, que tem dois canos).
A ciclística da Royal Enfield Bear 650 recebeu atenção especial. O chassi foi reforçado, e a suspensão dianteira passou a ser invertida Showa Big Piston Fork (BPF), com 130 mm de curso. Na traseira, dois amortecedores Showa oferecem 115 mm.
Toda a posição de pilotagem foi ajustada para permitir pilotagem off-road (em pé) mais natural e confortável. O banco reto se destaca pelo acolchoamento superior.
A combinação de roda dianteira de 19 polegadas e traseira de 17, com pneus de uso misto, além da altura livre do solo de 184 mm, reforça a proposta para uso urbano e incursões em pisos irregulares leves.
- Todas as variantes têm pneu com câmara. Questionada, a marca respondeu que é o que mais faz sentido para os clientes do modelo.
Nos freios, a Bear 650 utiliza disco de 320 mm na dianteira e 270 mm na traseira, com ABS e possibilidade de desativação do sistema na roda traseira para uso em terrenos de baixa aderência.
Em tecnologia, a novidade é a primeira 650 da marca a adotar o painel Tripper Dash, com tela TFT redonda e navegação integrada ao Google Maps, além de iluminação Full-LED e porta USB-C.
A Bear 650 chega ao Brasil em três versões: Wild Honey (amarela e branca), por R$ 33.990; Golden Shadow (preta e dourada), por R$ 34.490; e Two Forty Nine 249 (branca e verde), por R$ 34.990.

Segundo a Royal Enfield, as reservas se iniciam hoje, 24 de fevereiro, às 10h, e devem ser realizadas pelo site oficial da marca.
As vendas têm início no dia 28, tanto pelo site oficial quanto nas concessionárias da marca, que também oferecerão test ride na data de lançamento.
A origem histórica da Royal Enfield Bear 650
A história da Royal Enfield Bear 650 começa muito antes de sua apresentação oficial, em 2026. Suas raízes remontam a 1960, quando o piloto americano Eddie Mulder alinhou sua Royal Enfield Fury 500 na largada da tradicional Big Bear Run, uma das mais emblemáticas corridas off-road dos Estados Unidos.

Realizada no deserto da Califórnia, a prova era marcada por terrenos acidentados, trilhas improvisadas e um ambiente em que resistência e leitura de terreno eram tão importantes quanto potência. Naquele contexto, as disputas ainda eram movidas mais por ousadia do que por tecnologia refinada. Foi confiando no próprio instinto que Mulder conquistou a vitória, consolidando seu nome na história do motociclismo off-road norte-americano.
Mais de seis décadas depois, a Bear 650 surge como uma homenagem direta a esse episódio. O modelo não busca reproduzir fielmente a moto de competição dos anos 1960, mas reinterpretar o espírito das scramblers clássicas — motocicletas adaptadas para encarar tanto o asfalto quanto a terra, com visual simples, postura elevada e personalidade marcante.
Os grafismos, a proposta multiterreno e o discurso centrado na experiência de pilotagem resgatam essa herança. Ao evocar a Big Bear Run e a vitória de Eddie Mulder, a Royal Enfield conecta passado e presente, reforçando uma narrativa baseada em autenticidade, liberdade e na ideia de que pilotar é, antes de tudo, uma expressão pessoal.
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