BYD vai tirar o pé dos carros elétricos no Brasil, focando em outro segmento
A BYD, que consolidou o Brasil como um de seus mercados estratégicos fora da Ásia, planeja tirar um pouco do foco em carros 100% elétricos, a fim de se esforçar em outros segmentos. Segundo a vice-presidente executiva global da marca, Stella Li, os veículos híbridos são a bola da vez, pois desempenham um papel crucial como “ponte” tecnológica, facilitando a migração do consumidor de carros a combustão para a eletrificação total em um cenário de transição gradual.
VEJA TAMBÉM:
- Pane geral em carros autônomos gera caos na China e governo toma medida drástica
- Chinesa Dongfeng usará espaço vazio em fábrica da Nissan no RJ para fabricar seus carros elétricos
- Nem elétrico, nem híbrido: novo Renault Clio usa combustível barato e roda 1.450 km sem reabastecer
Gargalos de infraestrutura e desigualdade regional
A análise da executiva fundamenta-se na atual distribuição da malha energética brasileira. Li destacou, durante o Salão de Pequim, que a grande extensão territorial do país impõe uma desigualdade regional severa na rede de eletropostos. Para viabilizar a eletrificação em larga escala, a BYD aposta em alternativas que ofereçam maior autonomia e independência da rede de recarga imediata, como os veículos híbridos plug-in (PHEV) e, em um futuro próximo, o desenvolvimento de motores híbridos flex — solução que une a eficiência das baterias à baixa pegada de carbono do etanol.
Atualmente, a fabricante chinesa diversifica sua ofensiva com lançamentos como os SUVs Song Pro e Song Plus, que utiliza a tecnologia híbrida para atrair o público do agronegócio e motoristas que percorrem longas distâncias. Paralelamente, modelos puramente elétricos, como o Dolphin Mini, mantêm o fôlego nas vendas urbanas, competindo diretamente em preço com hatches compactos equipados com motores flex tradicionais.
Li ressalta que a evolução dos veículos elétricos será ditada pelos avanços constantes na densidade das baterias e na redução de custos. Contudo, para o Brasil, o foco inicial no sistema híbrido permite “educar” o mercado e estabelecer confiança no consumidor. “O híbrido é o caminho mais fácil para levar o cliente para a nova era”, defendeu a executiva em entrevista ao Motor1.
from AutoPapo https://ift.tt/A4Wcqyr
via IFTTT
Comentários
Enviar um comentário