Por que a Yamaha reduz novamente o preço de suas motos?
A Yamaha reduziu mais uma vez os preços de suas motos no mercado brasileiro. As queridas 700 da fabricante, MT-07 e Ténéré 700, ficaram R$ 3.200 e R$ 5.400 mais baratas, respectivamente. Ação semelhante já tinha acontecido com a scooter elétrica Neo’s Connected, quando, em abril, ela caiu R$ 8.000 em seu preço público sugerido pela marca.
Segundo a Yamaha, tudo se trata “do preço público sugerido vigente dos modelos”.
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Atualmente, a elétrica custa R$ 25.990, resultado após a baixa do preço de R$ 33.990. Para a esportiva e a aventureira, o preço foi de R$ 57.990 para R$ 54.790 (MT-07) e de R$ 72.990 para R$ 67.590 (Ténéré 700).
Segundo o especialista Marcelo Barros, jornalista de duas rodas do Motordomundo, tudo faz parte de planos estratégicos para otimizar as comercializações.
O que a gente, olhando de fora, pode entender é que o mercado está mais competitivo e, estando mais competitivo, se eles lançam um produto no mercado, que tem um custo alto para ser colocado em comercialização por causa de despesas com o produto, estoque de peças, treinamento, maquinário e outros fatores, pode haver a necessidade de baixar a margem de lucro para uma melhor fluidez da comercialização”, afirmou o especialista.

Barros não fez alarde com a ação da Yamaha, uma vez que o Brasil é, em sua visão, um dos mercados mais complicados do mundo. O tamanho do país é um grande motivo dessa complexidade.
“A Yamaha é a segunda maior rede [de motos] no Brasil, então existe uma complexidade para fazer isso acontecer a cada novo produto lançado”, reforça Marcelo. “A engenharia japonesa é indiscutivelmente boa, mas, se não está vendendo e se eles têm margem para abaixar, eles vão abaixar para vender.”
Segundo dados oficiais de emplacamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Yamaha Ténéré 700 é a 7ª moto mais emplacada do país, com 677 unidades emplacadas desde o início de 2026.
O resultado da trilheira pode se enquadrar como positivo, mas, no montante, a situação muda. A MT-07 nem sequer aparece dentre as 10 mais emplacadas da categoria naked, e a elétrica Neo’s teve menos de 34 comercializações desde sua chegada ao país, em 2024.
“Se as motos ficam empacadas na concessionária, tem que ajustar, tem que diminuir a margem de lucro e aí ver se, assim, fica ajustado para o mercado e se alcançarão o fluxo que se espera daquele determinado produto, com base em todo o investimento feito”, afirmou.
Nova posição de preços das motos
A ação da japonesa pode colocar os modelos mais perto da briga entre as concorrentes. Em especial para o caso da Yamaha Ténéré 700, que teve seu preço questionado desde o anúncio. Concorrentes diretas como Honda XL 750 Transalp, que custa R$ 65.545, e Suzuki V-Strom 800 DE, que parte de R$ 67.500.

A Yamaha no mercado brasleiro
Como Barros afirmou, a Yamaha é a segunda maior marca de motos do Brasil. A japonesa está no mercado desde os anos 1970 e emplaca todos os anos cerca de 15% de todas as motos do país (percentual variável de ano para ano). Não existem sinais de que a redução de preços da fabricante tenha motivações maiores do que uma reavaliação de estratégias mercadológicas.
O que diz a Yamaha
Como já apontado, a Yamaha afirmou que tudo se trata do preço público sugerido vigente dos modelos. Em outras palavras, estes são os novos preços dos modelos a partir de agora.
Questionamos a marca em relação aos clientes que adquiriram as motos com os valores anteriores, desembolsando, assim, um valor maior na aquisição e ficando sujeitos à maior depreciação do produto. A fabricante afirmou que não comenta sobre sua política de preços.
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