Carro usado: 10 fatos sobre o Chevrolet Cruze 2013

Sedã médio é espaçoso e bem equipado para quem quer um usado confortável no dia-a-dia e mais barato que os rivais japas

A vida nunca foi fácil no segmento de sedãs médios para quem não é de marca japonesa. Mas o Chevrolet Cruze conseguiu se manter como terceira via na categoria em relação aos queridinhos Honda Civic e Toyota Corolla.

O carro teve duas gerações e foi produzido por 13 anos, sempre oferecido com um custo benefício mais atraente em relação aos rivais japas. Desta forma, se manteve por um bom tempo como o terceiro mais vendido do segmento.

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Vamos falar da primeira leva do Chevrolet Cruze. Hoje uma opção de sedã usado espaçoso, com desempenho competente e bom nível de equipamentos – além de geralmente mais em conta que os concorrentes asiáticos do mesmo ano.

Gerações do Chevrolet Cruze

O Chevrolet Cruze foi lançado globalmente em 2009 e chegou a ser o carro mais vendido da marca em todo o mundo. No Brasil, o sedã médio da General Motors foi apresentado em setembro de 2011, para substituir o Astra Sedan.

Produzido em Rosario, na Argentina, o carro chegou em duas versões, com o mesmo motor 1.8 aspirado. E opções de câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas.

A opção manual não durou muito, e foi extinta em 2015. Antes disso, em novembro de 2014, o Chevrolet Cruze passou por uma reestilização.

A segunda geração, chamada de Projeto Fênix, foi lançada em junho de 2016 com motor 1.4 turbo. Seguiu a lógica de poucas versões, teve série especial, passou por atualização em 2019 e deixou de ser produzido após mais de 200 mil emplacamentos no Brasil – na soma das duas gerações.

Cruze hatch

GM Brazil 2016 Chevrolet Cruze Sport6 003
Foto Chevrolet | Divulgação

Além do sedã, a gama Cruze deu origem a um hatch médio, mesmo quando esse segmento já dava sinais de desidratação. Apelidado de Sport6 na primeira geração, o carro seguia o mesmo conjunto mecânico e opções do três volumes.

Ou seja, não se engane com o número que aparece após o nome do carro. É uma referência ao câmbio de seis marchas, e não a um seis cilindros.

Desempenho do Cruze 1.8

Vamos nos concentrar na primeira geração do Chevrolet Cruze. O motor 1.8 aspirado da família Ecotec rende 144 cv com etanol e 140 cv, com gasolina, que são bem aproveitados pelo câmbio automático de seis marchas nas acelerações iniciais.

O 0 a 100 km/h passa dos 11 segundos. O que não significa que o Cruze seja moroso ou manco. Pelo contrário, a tocada se mostra mais ágil e até “esportiva” na comparação com seus concorrentes de marcas japonesas – ainda mais em relação ao Corolla da época.

Nas retomadas, a mesma caixa automática que é exemplar nas arrancadas, meio que decepciona. Demora um pouco nas respostas e muitas vezes reduz duas marchas para fazer o sedã embalar. O torque de 18,9/17,8 kgfm está disponível a 3.800 rpm.

Na serra, um ponto positivo. No Cruze, a caixa GF6 tinha entre seus diferenciais um sensor de inclinação. O dispositivo identifica que o sedã está numa descida. Caso o motorista não esteja com o pé no acelerador, ele faz um freio-motor.

Motor 1.8 Ecotec do Chevrolet Cruze 2012
Foto: Chevrolet | Divulgação

Consumo do Cruze 1.8 é ruim

O consumo do Chevrolet Cruze 1.8 (2011 a 2015) é ruim. Veja as médias da linha 2013 do sedã da General Motors.

  • Consumo cidade etanol: 6,6 km/l
  • Consumo cidade gasolina: 8,6 km/l
  • Consumo estrada etanol: 9,1 km/l
  • Consumo estrada gasolina: 11,8 km/l

Dinâmica mais firme

Essa vertente mais esportiva dentro de um segmento que prioriza a tradição se destaca também na dirigibilidade do Chevrolet Cruze. O motorista tem sempre o carro à mão e a direção precisa reforça isso.

A suspensão – com eixo de torção na traseira – também se mostra mais firme. Nas curvas, o que se percebe é um sedã equilibrado, que ataca bem e torce pouco a carroceria nestas situações.

Espaço e conforto

Com 4,60 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,47 m de altura e 2,68 m de entre-eixos, o Chevrolet Cruze recebe bem seus ocupantes. Na frente, o motorista desfruta de uma posição boa de dirigir e o volante oferece ajustes de altura e de profundidade.

O condutor também observa bom vão para pernas, embora o acabamento da porta limite pouco o joelho. No banco traseiro há espaço suficiente para dois adultos e uma criança, só que o teto baixo dificulta a entrada de pessoas com mais de 1,75 m.

O acabamento traz bastante plástico claro, mas de boa qualidade e com fechamentos corretos na maior parte do tempo. A versão LTZ do Chevrolet Cruze de primeira geração ainda tem partes que imitam acabamento metalizado e alguns revestimentos macios.

A suspensão mais firme sobre a qual falamos é que não trata bem os ocupantes. Ainda mais com os pneus de perfil mais baixo (225/50 R17), a coluna dos passageiros sofre nos buracos e quebra-molas.

O pouco vão livre do solo de 13,1 cm e o defletor dianteiro ainda fazem o sedã raspar com facilidade em rampas de garagem. O isolamento acústico é outro ponto negativo no modelo e a vibração do motor é sentida na cabine.

Chevrolet Cruze 2012
Foto: Chevrolet | Divulgação

Nossa dica de Chevrolet Cruze 2013

Vamos com a versão topo de linha do sedã médio da GM, na versão LTZ ano 2013. Na segurança, o carro é equipado com seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, sensor de ré, freios a disco nas quatro rodas, retrovisor eletrocrômico e regulagem de altura dos faróis.

O ar-condicionado é automático e a versão era equipada com uma pequena central multimídia com GPS nativo, CD player, entrada USB e conexão Bluetooth, além de comandos no volante – este com ajustes de altura e profundidade, como dito.

Chave presencial para abertura das portas, trio elétrico, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensores de luminosidade e chuva, bancos de couro, descansa-braço dianteiro e traseiro, luzes no porta-malas e no porta-luvas e piloto automático completam a lista.

Cruze é mais barato do que Civic e Corolla

Se formos comparar o Cruze com as demais versões topo de linha dos rivais do mesmo ano, o modelo da Chevrolet se mostra bem mais em conta no mercado de usados. Veja os preços médios de loja, segundo a KBB Brasil (julho de 2026).

  • Chevrolet Cruze LTZ 1.8 16V 2013: R$ 59.059
  • Honda Civic EXS 1.8 16V 2013: R$ 72.604
  • Toyota Corolla Altis 2.0 16V 2013: R$ 69.273

Manutenção

Tomando por base o Chevrolet Cruze 2013 com câmbio automático, as peças têm preços bem competitivos. Veja alguns valores de componentes mecânicos e externos.

  • Jogo com quatro pastilhas do freio dianteiro: de R$ 110 a R$ 200
  • Jogo com quatro velas de ignição: de R$ 180 a R$ 310
  • Bomba de combustível: de R$ 350 a R$ 480
  • Kit troca de óleo (5 litros 5w30 + filtro): de R$ 380 a R$ 520
  • Amortecedor traseiro: de R$ 460 a R$ 800 (par)
  • Para-choque traseiro: de R$ 490 a R$ 930
  • Farol direito: de R$ 260 a R$ 550

Principais problemas do Cruze 1.8

Fique de olho nas principais queixas dos donos desta primeira fase do Chevrolet Cruze, publicadas em fóruns, grupos de discussão e no site Reclame Aqui.

  • marcha-lenta oscilante devido a defeito na sonda lambda
  • câmbio automático que entra em modo segurança e causa trancos excessivos
  • defeitos no compressor do ar-condicionado
  • freios com excesso de trepidação e barulhos

O único recall desta geração inicial do Chevrolet Cruze foi para troca do filtro de combustível em unidades feitas em 2013 e 2014.



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