Scania encontrou um jeito de usar o diesel que ficava “preso” no tanque do caminhão
A Scania vai apresentar na Fenatran 2026 a gama Super 11 litros, que traz ao Brasil um motor intermediário entre os de 9 e de 13 litros da marca. O caminhão terá versões de 390 cv e 430 cv.
O conjunto usa motor de cinco cilindros 10.6 turbodiesel com 390 cv e 203,9 kgfm ou 430 cv e 224,3 kgfm.
Lançado na Europa em 2025, ele compartilha 85% dos componentes com o Super 13, mas é 85 kg mais leve, o que ajuda em operações em que cada quilo de carga conta.
Uma versão para cada tipo de carga
O Super 11 litros estará disponível nas configurações 4×2 e 6×2, que atendem à maior parte das aplicações (o primeiro número indica as rodas e o segundo, quantas têm tração).
Há ainda a 6×4, voltada à construção leve, e a 8×2, indicada para o transporte de hortifrútis, produtos de granja e outros alimentos. Todas usam o câmbio automatizado Opticruise G25, de 14 marchas.
Segundo Marcelo Gallão, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania no Brasil, o motor atende a carga geral, comércio eletrônico, carga refrigerada e contêineres.
Freio-motor e manutenção mais rápida
O motor tem comando de válvulas variável (VVT), que ajusta a abertura e o fechamento das válvulas conforme o funcionamento para reduzir o consumo e as emissões.
Outro recurso é o freio de liberação por compressão (CRB), que usa o próprio motor para desacelerar o caminhão e poupa os freios de serviço.
Na manutenção, os filtros de óleo e de combustível ficam lado a lado, na parte mais fria do motor. Assim, a troca pode ser feita sem esperar o motor esfriar.
Já a unidade de otimização de combustível (FOU) aumenta a parte aproveitável do diesel de 87% para 97% da capacidade do tanque, o que amplia a autonomia ou permite levar menos combustível e mais carga.
Desde 2022, quando a linha Super chegou ao Brasil, a Scania vendeu mais de 25,5 mil caminhões da família no país.
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